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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Envenenamento por cádmio deixa 26 mortos na China

Pelo menos 26 pessoas morreram de envenenamento por cádmio e outras centenas ficaram doentes desde 2009 perto de uma fábrica abandonada no centro da China, informaram meios de comunicação locais nesta quarta-feira.
Amostras do solo de Shuangqiao, na província de Hunan, continham níveis de cádmio 300 vezes acima do permitido e quantidades excessivas foram encontradas em 500 dos 3 mil moradores testados pelas autoridades de saúde, informou o China Youth Daily.
O jornal afirmou que 26 pessoas morreram como resultado da exposição ao cádmio nos últimos quatro anos, oito delas com menos de 60 anos e 20 delas de câncer, enquanto crianças na aldeia nasceram com deformidades.
Uma grande fábrica de produtos químicos operava na aldeia até 2009 e uma enorme pilha de lixo industrial permanece no local, provocando "um odor que não vai embora", disse o jornal.
O jornal descreveu a situação como "um dos 10 maiores incidentes de poluição do país".
O cádmio é altamente tóxico e a exposição ao metal "é conhecida por causar câncer", segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.
China descarta novo plano de estímulo econômico em 2013

Governo diz crer em crescimento estável para chegar à meta de 7,5% no PIB

Caixa de banco conta notas de yuan na China

O Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista chinês descartou as medidas de estímulo financeiro e monetário que estavam sendo especuladas por analistas internacionais diante da desaceleração da economia do país, informou nesta quarta-feira a imprensa estatal. O órgão, também conhecido como Politburo, reúne 25 autoridades e tem posição intermediária na hierarquia decisória do gigante asiático, entre o Comitê Central, que possui 376 delegados, e o Comitê Permanente, cujos sete membros formam a cúpula do governo.
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Segundo a mídia oficial chinesa, os líderes do país acreditam que a segunda economia mundial irá manter um crescimento "estável" na segunda metade de 2013 e alcançará a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) anual de 7,5%. No primeiro trimestre de 2013, o PIB da China apresentou uma expansão de 7,7% e, no segundo, 7,5%, sua taxa mais baixa em 13 anos, fato que confirmou o ritmo menor da economia chinesa registrado desde o ano passado. Esse resultado é reflexo da queda das exportações e do momento econômico ruim de seus principais parceiros, Estados Unidos e União Europeia.
A decisão foi tomada em reunião liderada pelo secretário-geral do Partido Comunista e presidente da China, Xi Jinping. O governo, ressaltou ele, acredita na economia nacional apesar das condições "extremamente complicadas" dentro e fora do país. Segundo o PC chinês, o governo "deliberadamente freou o passo para evitar borbulhas" em alguns setores – como o imobiliário – e os indicadores econômicos "se mantiveram em níveis razoáveis na primeira metade do ano".
Os líderes comunistas assinalaram que o processo de reestruturação da economia será mantido a longo prazo, já que a meta é conseguir um crescimento mais estável e promover as reformas, mantendo "uma política monetária prudente e uma política fiscal pró-ativa"'. Na semana passada, a China anunciou que eliminará impostos para as pequenas empresas, oferecerá mais ajuda para os exportadores e ampliará os canais de financiamento para acelerar o investimento em ferrovias, nos esforços mais recentes de Pequim para impulsionar a economia em desaceleração.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Energia solar é solução para 2 milhões de peruanos sem acesso a eletricidade Redação em 23 de julho de 2013 às 17:24

Plano do governo peruano prevê a instalação de painéis que captam luz solar nas casas das regiões mais pobres do país

O governo do Peru vai fornecer energia elétrica gratuita para as comunidades mais pobres do país. Essa é a intenção, pelo menos, do Programa Nacional de Eletrificação Fotovoltaica para Domicílios, que prevê a instalação de painéis que captam a luz solar nos telhados de cerca de dois milhões de cidadãos.
reprodução
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O programa pretende instalar de 12500 painéis solares, que fornecerão energia para mais de 500 mil domicílios, a um custo total de cerca de US$ 200 milhões.
A previsão é que a primeira parte do programa compreenda 500 mil famílias que não têm acesso básico à rede elétrica nacional. O projeto foi inaugurado em Contumazá, uma província no noroeste do país, onde 1601 painéis solares foram instalados. A previsão é que até 2016, quando o projeto for concluído, 95% da população do Peru tenha acesso à energia elétrica.
“Este programa é destinado às pessoas mais pobres, que não têm acesso à iluminação elétrica e ainda usam lâmpadas a óleo, gastando seus recursos para pagar combustíveis prejudiciais à saúde”, disse o ministro da Energia Jorge Merino ao Latin American Herald Tribune..
Energia Solar

Painéis de captação de luz solar. 
Painéis de captação de luz solar.

Energia Solar Painéis de captação de luz solar. Os constantes problemas ambientais causados pela utilização de energias não renováveis, aliados ao esgotamento dessas fontes, têm despertado o interesse pela utilização de fontes alternativas de energia. A energia solar é uma boa opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente, pois consiste numa fonte energética renovável e limpa (não emite poluente). Sua obtenção ocorre de forma direta ou indireta. A forma direta de obtenção se dá através de células fotovoltaicas, geralmente feitas de silício. A luz solar, ao atingir as células, é diretamente convertida em eletricidade. No entanto, essas células fotovoltaicas apresentam preços elevados. O efeito fotovoltaico ocorre quando fótons (energia que o Sol carrega) incidem sobre os átomos, proporcionando a emissão de elétrons, que gera corrente elétrica. Para obter energia elétrica a partir do sol de forma indireta, é necessária a construção de usinas em áreas de grande insolação, pois a energia solar atinge a Terra de forma tão difusa que requer captação em grandes áreas. Nesses locais são espalhadas centenas de coletores solares. Normalmente, a energia solar é utilizada em locais mais isolados, secos e ensolarados. Em Israel, aproximadamente 70% das residências possuem coletores solares, outros países com destaque na utilização da energia solar são os Estados Unidos, Alemanha, Japão e Indonésia. No Brasil, a utilização de energia solar está aumentando de forma significativa, principalmente o coletor solar destinado para aquecimento de água. Apesar de todos os aspectos positivos da energia solar (abundante, renovável, limpa, etc.), ela é pouco utilizada, pois os custos financeiros para a obtenção de energia são muito elevados, não sendo viável economicamente. Necessita de pesquisas e maior desenvolvimento tecnológico para aumentar sua eficiência e baratear seus custos de instalação.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Curso de Energia Solar para o meio rural


Curso de Energia Solar para o meio rural 


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Brasil faz placa solar mais eficiente a custos menores

Tecnologia nacional de produção de energia solar, entretanto, ainda não é produzida em escala

por Denise Dalla Colletta
Como funcionam placas fotovoltaicas
Primeiro a célula solar, dispositivo que vai receber luz solar e transformar em energia elétrica, deve ser fabricada. Dentro dela são criados vários processos físicos e químicos. Ela é uma lâmina fina e quabradiça de silício, por isso é colocada entre de chapas de vidro. Uma célula solar sozinha produz meio volt. Várias células devem ser associadas em série para formar uma placa a fim de que seja obtida a energia necessária.

A placa é colocada no telhado da casa. Ela capta a luz e produz energia elétrica durante o dia. Um aparelho chamado inversor é que vai transformar corrente contínua em alternada, ou seja, energia solar em elétrica. “É um eletrodoméstico que em vez de consumir energia vai produzi-la”, explica Moehlecke. 

Se não há ninguém consumindo energia no momento em que ela é gerada, o medidor de luz passa a girar ao contrário. Não daria para zerar a conta, porque temos que ter uma forma de ter energia para a noite, assim há um balanço entre o consumo da fonte tradicional de energia. 

“Para armazenar energia teríamos que usar bateria. No nosso caso, usaríamos as hidrelétricas como bateria. Se não usamos a energia das hidrelétricas, podemos fechar os reservatórios que eles enchem. No período de seca há muito sol e no de chuvas, temos as hidrelétricas. Temos uma complementaridade muito boa. “ 

O investimento atual para abastecer uma residencia com energia solar seria em torno de R$20 mil, tendo como base preços europeus. Isso renderia em torno de 130 quiilowatts-hora por mês, de acordo com cálculos feitos na cidade de Porto Alegre. A residência média gaúcha consome 160 quilowatts-hora por mês, de acordo com o pesquisador. Hoje, com materiais importados, levaríamos cerca de 12 anos para recuperar o investimento.

Editora Globo


Brasil faz placa solar mais eficiente a custos menores


Tecnologia nacional de produção de energia solar, entretanto, ainda não é produzida em escala

por Denise Dalla Colletta

Editora Globo
Pesquisadores da PUC do Rio Grande do Sul desenvolveram placas de captação de energia solar mais eficientes que a média mundial, a custos menores, mas ainda não conseguiram ganhar escala no mercado brasileiro. “Usamos a mesma matéria-prima do exterior com uma receita brasileira de forma mais econômica”, diz Adriano Moehlecke um dos responsáveis pela pesquisa. Moehlecke afirma que foram feitas estimativas mostrando redução de gastos na fabricação em comparação com os padrões internacionais, mas que ainda não pode divulgar esses números. Sobre a eficiência, a célula nacional converte 15,4% da energia solar em elétrica. Pode parecer pouco, mas a média mundial é de 14%. As melhores placas solares comercializadas do mundo convertem cerca de 16%.
Atualmente, a tentativa de produzir de forma viável as placas fotovoltaicas é feita em uma mini fábrica dentro da PUC. A ideia dos pesquisadores, que trabalham há 10 anos no projeto, é desenvolver um meio de gerar este tipo de energia e comercializá-lo no país, com materiais encontrados no mercado nacional. 

O setor tem acumulado crescimento. “A industria de módulos fotovoltaicos cresce a uma média de 80 % ao ano no mundo”, diz Moehlecke . Foram produzidos 7.900 megawatts entre 2007 e 2008. A energia gerada é equivalente a metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu. “A cada dois anos, saem das fábricas, uma Itaipu solar, mas o Brasil está fora de tudo isso, as aplicações são muito tímidas ainda, a maioria em sistemas isolados da rede elétrica”, diz. 

Moehlecke estuda a produção de energia solar desde 1997 em parceria com a pesquisadora Izete Zanesco. O trabalho foi iniciado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e ganhou notoriedade em 2002 quando os pesquisadores venceram o Prêmio Jovem Cientista


Eles já receberam cerca de R$ 6 milhões em investimento do Governo Federal, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Petrobrás, Eletrosul e Companhia Nacional de Energia Elétrica (CNEE). Isso tudo, no entanto, ainda é insuficiente para que essas placas sejam produzidas em grande escala. Foram entregues 200 unidades aos patrocinadores do projeto, Petrobrás, Eletrosul e outras empresas. Os módulos serão instalados e testados em março. 

Por que não temos 

São diversas as razões que podem explicar a falta de incentivo a esse tipo de energia no Brasil. Um deles é o preço, a energia ainda é mais cara que as demais. “Mas este valor está caindo ano a ano”. Cálculos da Universidade Federal de Santa Catarina revelam que em 2013 o quilowatt-hora produzido pela rede elétrica convencional brasileira e aquele produzido pelas redes solares terão o mesmo valor na região Nordeste. 

Outra razão para o aparente desinteresse em investir em fontes de energias limpas é “a muleta das hidrelétricas: ter uma energia limpa hoje, dificulta o desenvolvimento de novas energias mais limpas. Mas temos que pensar no futuro sem carvão ou nuclear, não vamos conseguir aproveitar os rios eternamente”. A falta de mercado imediato também faz com que investidores não queiram apostar nesta tecnologia: “O governo diz que não haverá incentivo à produção enquanto não houver mercado. A empresas não se interessam em produzir porque não há incentivo do governo, é um ciclo”, diz Moehlecke.